quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Tecnologia = descobertas parte 8


Tecnologia medieval trata das descobertas tecnológicas no período da Idade Média, que é o período intermédio numa divisão esquemática da História da Europa em quatro "eras", a saber: a Idade Antiga, a Idade Média, a Idade Moderna e a Idade Contemporânea. Essa "era" durou aproximadamente mil anos que se caracterizaram pelo predomínio do Cristianismo em todas as esferas da vida humana na Europa. O período também pode ser chamado de medievo e o adjetivo relacionado com ele é medieval.

Tecnologias no Ocidente Europeu

Se for verdade que a civilização romana não ficou famosa por suas descobertas em termos de ciências naturais, por outro lado, a grandeza de seus feitos tecnológicos até hoje impressiona já que não foram ultrapassados em nível de tecnologia até o século XIX, a não ser pelos povos sumérios. E vale ressaltar que mesmo durante o apogeu do Império Romano a população de suas cidades não ultrapassava os 20 milhões e sua taxa de urbanização era estimada entre 25 e 30% (a mesma taxa de urbanização da Inglaterra no ano de 1780) em comparação na Europa de 1500 já existiam cinco milhões de pessoas vivendo em cidades e a taxa de urbanização era de apenas 8%. Além disso, algumas das regiões que anteriormente eram mais desenvolvidas ficavam onde o percurso de invasores bárbaros era mais intenso, provocando a fuga em massa de moradores (caso da Espanha e do norte da Itália). De qualquer forma, quando a sociedade romana se desestruturou não havia mais escravos, dinheiro ou estabilidade política para manter a infra-estrutura e o estoque de bens de capital deixada por eles. Várias técnicas, como a fabricação e manuseio de vidros e a noção de perspectiva nas pinturas, a colheitadeira movida a burro, os guindastes, engrenagens diferenciais, esgotos, aquedutos, ligas de ferro fundido, rotação de culturas, navios mercantes de grande capacidade e o concreto acabaram abandonadas e precisaram ser redescobertas mais tarde.

O período de 1100 a 1300 já foi chamado de Revolução Industrial da Idade Média, pelas inovações na forma de utilizar os meios de produção e o aumento radical no número de invenções.
Com o tempo a sociedade foi se estabilizando e, em certos aspectos, no século IX o retrocesso causado pelas migrações já estava revertido. Na virada do milênio, a sociedade européia ocidental já não apresentava mais as mesmas características de medo e confusão que marcaram os séculos anteriores. Por volta de 1100, o mesmo ciclo de prosperidade que impulsionou a produção científica traz também grande impacto na área da técnica. Ocorrem muitas inovações na forma de utilizar os meios tradicionais de produção. No setor agrícola, por exemplo, foi essencial o desenvolvimentos de ferramentas como a charrua, o peitoral, o uso de ferraduras, e a utilização de moinhos d'água. O estilo mais rústico românico, dá lugar ao gótico que foi possibilitado por diversos avanços nas técnicas arquitetônicas que foram aplicadas à construção das catedrais.
Esse período já foi chamado de a Revolução Industrial da Idade Média, pois aliou a importação de tecnologias com um aumento radical no número de invenções. Presenciaram-se descobertas como as dos óculos no século XIII, da prensa móvel no século XV, o aperfeiçoamento da tecnologia da pólvorarelógios mecânicos, que se espalharam nos ambientes urbanos. Muito importantes foram também avanços em instrumentos como a bússola e o astrolábio, que, somados às mudanças na confecção de mapas e à invenção das caravelas, tornaram possível a expansão marítimo-comercial Européia do início da Idade Moderna. (descoberta na China) e a invenção dos

O legado tecnológico medieval

A arquitetura cisterciense, seguida da gótica, lançaram os fundamentos técnicos sem os quais não seriam possíveis as construções renascentistas. A invenção da prensa móvel terá grande efeito na sociedade européia. A disseminação mais fácil da palavra escrita democratizou o aprendizado e permitiu a propagação mais rápida de novas idéias, e facilitou o caminho para a Revolução científica. A tecnologia das grandes navegações permitirá não apenas a expansão marítimo-comercial Européia, mas ocasionará avanços científicos pela descoberta de um número extraordinário de novas espécies de animais e plantas, além de novas formações geológicas e climáticas.

Tecnologia militar

Os inventos militares pouco avançaram no Ocidente medieval (Europa), permanecendo parecidos, na maioria das vezes, com os da Antiguidade clássica. O uso de armas, como as manganelas, balistastrabucos), arco e flecha (possibilitando futuramente a invenção da besta), espadas (posibilitando a criação de e, ainda, infantaria montada (cavalaria). Isso mostra uma sociedade ainda muito "romana", se podemos assim dizer, graças a enorme quantidade de armas iguais.
Porém, com a chegada de Marco Polo da Ásia, houve significativas mudanças, graças à pólvora, que seria usada para a confecção de novas armas (agora, armas de fogo), uma verdadeira revolução para armas da época, mas ainda armas muito precárias, sem precisão e que atiravam poucos projeteis em um grande espaço de tempo, quando ainda não matavam os próprios atiradores, com uma explosão súbita. É marcado ainda nesta mesma época, o fim do uso de armas de cerco medievais, como o trabuco, e à partir de então, a implementação de canhões. Porém ainda se utilizaria arcos e bestas até meados do século XVIII, espadas até o início do século XIX, quando se implanta uma "espada" na frente da arma (baioneta) e cavalaria até o século passado, com a introdução de "cavalaria moderna" (os tanques de guerra). A tecnologia militar medieval deu bases para a tecnologia militar atual, pois é o período medieval que se implanta o uso de armas de fogo.

Os europeus do final da idade média provavelmente não suspeitavam como os eventos futuros seriam grandiosos. Muito em breve aquele povo que herdara um império em frangalhos iria ter a ousadia de tentar dominar o mundo e, por mais que os homens do renascimento e de momentos históricos subseqüentes às vezes fizessem questão de esquecer, muito disso foi possibilitado pelas conquistas medievais.

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